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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Jeff Buckley: "Uma gota cristalina num oceano de ruídos"


Jeff Buckley (1966-1997) foi um cantor, compositor e guitarrista americano, lembrado eternamente pela sua voz inconfundível e pelas suas prestações em palco.
Filho de um dos mais conceituados músicos americanos da década de 70, Tim buckley, que nunca o reconheceu como seu filho. Jeff buckley à semelhança do seu pai é considerado não só uma revelação mas também um dos mais brilhantes músicos dos anos 90.
Inicialmente, Jeff começou por tocar apenas guitarra. Só num espectáculo de tributo ao seu pai, decidiu cantar. Impressionou toda a plateia, entre eles Gary Lucas, ex-guitarrista da banda Captain Beefheart, que o convidou para integrar a banda Gods and Monsters, proposta que não recusou. Quando a banda estava prestes a assinar com uma discografia, jeff abandonou o projecto, afirmando que um contrato, naquele momento, restringiria as suas ambições musicais.
Em 1992, Buckley apresenta-se a solo, num bar de Nova Iorque, chamado “Sin-é”, muitas vezes referido como o seu local de eleição. Mais uma vez, Jeff volta a impressionar o público com as suas composições e performances magníficas e finalmente em Outubro de 92 assina um contrato com a Columbia Records para a gravação do seu primeiro álbum.
Este, intitulado “Grace”, recebeu grandes aplausos da crítica e foi aclamado por músicos como Jimy Page, Bono Vox, David Bowie, Chris Cornell e Paul McCartney. Ainda hoje, “Grace” é considerado como um dos melhor álbuns de sempre e um dos mais influentes da nossa geração.
De 1996 até 97, Jeff muda-se para Memphis e dedica-se a fundo no seu segundo álbum, chamando Tom Verlaine para a produção.
No dia 27 de Maio de 1997, Jeff morre afogado enquanto nadava no rio Wolf, afluente do rio Mississipi. O seu corpo foi encontrado uma semana depois, dia 4 de Julho perto da nascente desse mesmo rio. Apesar da sua trágica morte, Jeff Buckley assume-se como imortal já que ainda hoje, todo o seu trabalho continua a ser alvo de uma profunda admiração em todo o mundo. e tem vindo a conquistar cada vez mais fãs. Jeff Buckley é citado como uma das principais referências musicais para bandas de grande prestigio mundial como Coldplay ou Muse.
As músicas nas quais jeff trabalhava antes de morrer foram reunidas num álbum, intitulado “Sketches for My Sweetheart the Drunk” e lançado em 1998. Também em 2000, é lançado “Mystery White Boy”, álbum que relembra as suas performances ao vivo.




Assumo-me como uma “ Jeff Buckholic “. Não há como resistir a uma voz que suavemente cicatriza a alma, ao abraço da melancolia. A sua música torna me frágil, indefesa, transparente, faz todo o meu corpo quebrar em lágrimas. Não há como ficar indiferente a este talentoso músico, ou melhor poeta. Aconselho vivamente.

SALLY

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Crítica de Cinema: Die Fetten Jahre Sind Vorbei (The Edukators)

Die Fetten Jahre Sind Vorbei

Avaliação : **** [Muito Bom]
Ficha técnica/Resumo:
http://www.adorocinema.com/filmes/educadores/educadores.asp

O melhor: Aquela união que nos torna tão próximos do ecrã.
O pior: Falta qualquer coisa indispensável.
Melhor cena: Daniel Brühl e Julia Jentsch, juntos, a pintarem a parede.
Melhor frase: “Muitos homens nunca mudam”
Opinião: The Edukators (vou optar por escolher a versão do título mais curta) traz-nos uma empolgante história sobre a complexidade da mente humana quando se vê num conflito – neste caso, um possível assassinato. Depois vem sempre aquela chama de amor que entra no filme, e que, na minha opinião, distorceu um pouco o moral da história; contudo, fez o filme muito mais empolgante.
Ao longo do filme sentimo-nos próximos, quase íntimos das personagens. Vamos descobrindo os seus segredos e o seu passado, e vamos vendo que a forma como tratam o seu prisioneiro é bastante mais solidária e amigável do que seria em algo (mais rasca) como “Mr. And Mrs. Smith”.
Tal como não poderia deixar de ser, os personagens vão, ao longo do filme, mostrando algumas características estranhas, tão típica da genialidade da loucura; contudo, explicitamente.
É um filme um quanto brilhante, mas há qualquer coisa indispensável que falta!... mas o final é tão espectacular que nem nos apercebemos disso!

Motaz